Recursos Humanos

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Marco Antonio Lampoglia
Somos estudiosos sobre o comportamento de líderes em organizações onde os resultados são ótimos. E nós pesquisadores, levantamos o “velho” tema: líderes estrategistas versus líderes empíricos.

Caro leitor, você que convive ou conviveu com os dois tipos, com qual dos dois você aprende mais? Qual dos dois tipos você respeita mais pela inteligência, sabedoria e acertos? A sua percepção contribuiria significativamente para consolidar nossos estudos e melhorar nossos ensinamentos na formação de líderes nas organizações brasileiras. Resumidamente, para ajudá-lo a opinar sobre o assunto, irei esclarecer as diferenças.

Os líderes empíricos são aqueles que se guiam exclusivamente por métodos próprios para tomar decisões e raramente utilizam métodos científicos que contribuem para fortalecer times, produzir avanços e melhoria de processos e resultados. A intuição é supervalorizada. Não gostam de investir tempo, motivação e raciocínio analítico para processos estratégicos e táticos estruturados. Valorizam muito o seu conhecimento e experiência e menos a experiência dos outros. Investem pouco tempo para formar times comprometidos e competentes de acordo com alvos claros e rotas bem definidas. São avessos às métricas ou aos ativos intangíveis. Interessam-se mais pelos indicadores quantitativos e óbvios. Dão pouca importância à relação causa-efeito o que significa o encadeamento de ativos intangíveis como, por exemplo: clientes, pessoas e processos. Reduzem custos sem estudos claros e precisos. Esse tipo de líder raramente enxerga o que é relevante, prioritário, em meio a muitos assuntos que surgem no dia a dia e não valoriza o processo decisório como deveria.

Sabemos que os líderes tomam muitas decisões todos os dias. São muitas informações e muitos se perdem no momento de identificar o que é relevante e importante. E, nossas observações comprovam que a competência de discernimento determina o sucesso ou o fracasso dessas pessoas que conduzem e influenciam outras para percorrer as rotas, às vezes, impostas para conseguirem atingir metas.

Líderes estrategistas utilizam métodos científicos

Nessa complexa tarefa de tomar decisões, pessoas, estratégias, oportunidades ou ameaças são os elementos vitais de um processo decisório. Líderes bem-sucedidos investem tempo e energia para formar times competentes e, para isso, se apoiam em métodos.

Os líderes estrategistas têm bem clara a performance que querem melhorar e alcançar. Para tal finalidade, desdobrar as estratégias e garantir que as ações específicas sejam implementadas facilita a percepção do todo em partes para a tomada de decisão. Melhorar a precisão na tomada de decisões com velocidade pode ser uma fonte de vantagem competitiva, pois muitas atividades são subjacentes a tudo que as pessoas fazem no trabalho. Os observadores sempre comentam como líderes hábeis fazem tudo parecer tão simples. Podemos dizer que tornam simples o complexo.

Entre alguns métodos para descrever como um líder faz para progredir, um processo muito simples consiste em quatro etapas: metas, realidade, opções e caminho adiante – G.R.O.W. (do inglês goals, reality, options, way forward). Podemos chamar essas etapas de variáveis críticas para tomada de decisão e obtenção de resultados – críticas porque poderá ser problemático deixar qualquer etapa de fora e variáveis, pois o conteúdo dessas etapas difere em situações diferentes.

O significado dessas quatro etapas consideradas como variáveis críticas provêm da observação do modo pelo quais os líderes e as organizações tomam decisões. O líder e seu time têm situações ou problemas atuais que desejam modificar de alguma forma – a sua realidade. Definem de que maneira gostariam que essa situação fosse diferente – a meta. Em seguida, desenvolvem meios para conseguir conter o desvio existente entre a realidade e a meta – as suas opções. Em seguida, comprometem-se com algumas ações, com base nas opções com relação as quais dispõem de energia e nas quais acreditam que geram os resultados – o caminho adiante.

Para o líder e seu time conseguirem resolver o problema, as pessoas envolvidas devem passar por essas etapas:
A meta – para chegar ao alvo e resolver o problema de forma acertada.
A realidade – para saber com quais elementos estamos lidando.
As opções – para dispor dos meios para eliminar o desvio entre a realidade e a meta.
O caminho adiante – teremos um sentido claro passo a passo e comprometimento para cada ação definida.

Os líderes que enfatizam processos estruturados, métodos científicos, como o exemplo citado, investem tempo, aprendem, têm vontade, energia e dominam as situações pelo conhecimento e pela prática. Os líderes que conseguem visualizar os problemas – dar a devida atenção a eles com o time de trabalho resolvem os problemas definitivamente e os responsáveis administram as causas positivas e controlam as negativas.

As empresas estão a meio caminho de uma transformação revolucionária. O ambiente da Era da Informação, tanto para organizações do setor de produção quanto para as do setor de serviços, exige novas capacidades e competências para assegurar o sucesso competitivo.

As lideranças que utilizam métodos associados às estratégias organizacionais conseguem esclarecer e traduzir a visão, planejando passo a passo, alinhando as ações para tomada de decisões e melhorando continuamente o feedback e o aprendizado contínuo.

Que tipologia de líder, caro leitor, contribuiria para seu aprendizado e desenvolvimento das suas competências? Aguardo a sua opinião.

http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Artigo/6783/atributo-dos-lideres-excelentes-que-tomam-decisoes-.html

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