Recursos Humanos

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Destaco em meu livro Resiliência – Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho, um estudo realizado nos EUA com a informação de que 80% de seus profissionais têm algum sentimento de infelicidade e/ou insatisfação com relação ao trabalho que desempenham. Acredito que no Brasil este número não seja diferente, a julgar pelas freqüentes queixas que ouço nas empresas que ministro palestras e treinamentos.]

As queixas são as mais variadas possíveis, porém as reclamações mais freqüentes são com relação aos líderes das empresas, reclamações estas validadas pela pesquisa do Instituto Gallup, que aponta 66% das pessoas se demitem de seus chefes e não da organização que trabalham. Mas a idéia deste artigo não é falar sobre liderança e sim sobre as escolhas que uma pessoa pode fazer caso esteja infeliz com o seu trabalho, sendo ela líder ou liderado.

Sempre que um profissional começa a se queixar de seu trabalho, seu chefe ou seus colegas, eu digo a ele que existem quatro escolhas a serem levadas em consideração e que provavelmente ele está optando pela pior delas. Veja abaixo quais são estas escolhas:

1. Mudar a empresa: Esta é a minha preferida. Um profissional insatisfeito no trabalho pode escolher mudar a empresa para melhor, isto é, a partir do momento que ele não concorda com as idéias da empresa ou com a liderança, existe uma grande chance de quebrar antigos paradigmas e iniciar um processo de transformação na organização. Sabemos que a inovação vem do confronto de idéias, de forma harmônica, onde alguém traz algo novo e não aceita os “nãos” com facilidade. Este profissional possui uma grande chance de subir na carreira, seja dentro desta empresa ou fora dela, pois o conhecimento adquirido para confrontar as antigas crenças sempre traz consigo um grande aprendizado e com certeza um profissional mais talentoso.

Mas a má notícia é que na maioria das vezes que apresento esta opção muitos já ficam cansados só de ouvir e começam a dar desculpas dizendo que o chefe não permite o confronto de idéias, que a empresa é “jurássica” ou até mesmo que não está disposto a despender tanta energia assim. Para estas pessoas com tristeza digo “Tudo bem, é uma escolha transformadora que você NÃO QUER OPTAR”. Então vamos a segunda opção.

2. Adapte-se a empresa: Para as pessoas que não querem ser o agente transformador de uma companhia há a escolha de adaptar-se a empresa, aceitando a cultura, os pares, os líderes da forma como eles são. Apenas solicito a estas pessoas, que fiquem caladas, pois na maioria das vezes elas ficam reclamando pelos cantos da organização contaminando outras pessoas que tem potencial para usar a primeira opção e iniciar um processo de transformação. Oitenta e sete por cento das pessoas são demitidas por problemas comportamentais e os dois comportamentos que mais demitem os profissionais são a arrogância e a reclamação sem ação, portanto, muito cuidado com esta escolha.

3. Mude-se da empresa: Quando apresento esta opção às pessoas se assustam. Mas é uma opção que se deve levar em consideração, pois se você não está a fim de mudar a empresa, seja lá por qual desculpa for, e não quer adaptar-se a forma da empresa, acredito que não haja motivos para continuar neste trabalho. Além disso, tenho certeza de uma coisa: da mesma forma que você não está feliz com o seu trabalho ou líder, há uma grande chance do seu líder também não estar satisfeito com você. Faço aqui apenas um pequeno alerta, pois em muitos casos percebo que este processo de fuga não é edificante, pois normalmente o profissional que vai embora da empresa leva ele mesmo na bagagem. Algumas pessoas são eternas “reclamonas” e não tenho dúvida que haverá uma grande chance de iniciar um processo de reclamação na nova empresa na qual ela vai se instalar. Após o processo de namoro com o líder e a empresa, as pessoas que “fogem” sem compreender o real aprendizado do antigo emprego, começam a achar novas coisas para reclamar e todo o processo de insatisfação inicia. Se você está optando por esta escolha fique alerta para que no próximo emprego não caia nas mesmas armadilhas.

4. Sofrimento: Sim, está é a quarta escolha que as pessoas podem fazer, se acomodam e sofrem. É mais ou menos assim: Não tenho forças para mudar a empresa, não quero me adaptar a cultura da organização, mas também não tenho coragem de pedir demissão, me transformar e ir para outra empresa, então me acomodo, sofro e fico constantemente colocando a culpa nos outros pela minha infelicidade e insatisfação. Confesso que fico muito triste, pois vejo muitas pessoas fazendo esta escolha que impossibilita o crescimento profissional e pessoal.

Caso você opte pela primeira escolha ( mudar a empresa ) você precisará adquirir conhecimentos para iniciar este processo de transformação, pois se você já tivesse este conhecimento talvez já teria entrado em ação. Costumo dizer no meu treinamento de INTELIGÊNCIA EMOCIONAL que as pressões e dificuldades se dissipam a luz do conhecimento, portanto, será necessário que você invista em aprendizado para construir o novo.

Sugiro a você fazer o download aqui de uma relação de livros e treinamentos que podem te ajudar a adquirir o conhecimento necessário para entrar em ação e assim mudar você, a empresa e até mesmo a sua liderança.

Abraços e boas escolhas…

Ricardo Piovan
ricardo.piovan@portalfox.com.br
Palestrante e Coach Organizacional

http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=d5r27ihy3

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Altemir Carlos Farinhas

Absenteísmo é o nome dado à quantidade de faltas e aos atrasos dos empregados no trabalho, importante preocupação na administração de Recursos Humanos. E isso é um grande problema. A empresa é quem sofre com os prejuízos financeiros causados por atrasos na produção ou na entrega de mercadorias, perda de ritmo nas atividades a serem desenvolvidas, descontentamento de clientes, chefes e colegas de trabalho.

Pode até parecer que é simples e fácil resolver essa situação, mas não é. Aqueles que trabalham e se sentem sobrecarregados, comentam na “rádio corredor” tanto o que acontece com o funcionário quanto as medidas tomadas pela empresa, comentários quase sempre ampliados que vão minando o ambiente.

É preciso agir sobre as possíveis causas para estancar o prejuízo da empresa e não sobrecarregar os outros empregados. O gestor deve ficar atento ao que acontece perto e longe do seu alcance, ser um verdadeiro Sherlock Holmes, um “detetive consultor”. Ou seja, significa que o chefe pode ajudar seus funcionários, observando-os com sua habilidade de resolver problemas ou enigmas, apenas usando a faculdade de observação e de dedução.

Holmes, o personagem de Conan Doyle, demonstra ao longo das suas histórias, uma capacidade de dedução e um senso de observação impressionante, quando envolvido em algum problema. Pode passar noites sem dormir ou comer, até resolver definitivamente o enigma. Uma sugestão é fazer uma relação de perguntas e dados para identificar se o problema é financeiro.

– Quantos funcionários estão faltando?
– Com que frequência isso acontece?
– Qual a faixa salarial que mais apresenta esse comportamento?
– Quantos solicitam pedido de adiantamento de férias ou de décimo terceiro?
– Quantos estão pedindo demissão?
– O que a assistente social tem a dizer?
– E a entrevista com o médico, a ficha da anamnese diz alguma coisa?

O trabalhador pode atrasar-se ou faltar por enfrentar problemas de transporte, problemas climáticos, doenças, falecimento de um ente querido, problemas pessoais ou familiares, alcoolismo, entre outros. Atenho-me a falar sobre os problemas financeiros, dívidas ou dificuldades financeiras que tiram o sono do funcionário, que na maioria dos casos já está sem ânimo ou esperança.

Garanto que muitas dessas doenças e pressões que sofre o trabalhador tiveram sua origem ou forma potencializada por falta de administração das finanças pessoais. O empresário ou o gerente que apenas pune o funcionário, e fecha os olhos para o que está acontecendo ao redor, não compreende que está vendo apenas a ponta do iceberg. É muito mais fácil descontar e punir o empregado, porém essa não é a solução correta. O líder deve observar que o trabalhador precisa de ajuda, conversar com ele e entender que o fardo de quem está com dificuldades financeiras é muito pesado.

Endividamento dos brasileiros bate recorde e chega a R$ 555 bilhões
“Nunca o brasileiro deveu tanto. Entre cartões de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos, imóveis – incluindo os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) -, a dívida das famílias atingiu no fim do ano passado R$ 555 bilhões. O valor é quase 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela Previdência Social…” (Fonte: http://www.estadao.com.br – Jornalista Márcia De Chiara – 15/02/2010)

A facilidade de crédito farto, prazos cada vez mais longos, empréstimo consignado, financiamentos, limite do cheque especial, do cartão de crédito, o marketing agressivo, a compra por impulso, a falta de controle, o lançamento de novos produtos, uma infinidade de coisas que afetam o trabalhador.

Invista em ajudá-lo, caso contrário você perderá os anos que investiu nele e terá que começar tudo de novo, demitindo um para contratar outro, com a grande probabilidade de encontrar mais uma pessoa em dificuldades financeiras. Um trabalhador que recebe R$ 700,00 e trabalha a 14 meses na empresa, ao ser demitido, pode gerar um custo superior a R$ 2.000,00. Fora tudo o que já foi gasto na contratação, na preparação, com treinamentos etc.

Grandes líderes em grandes organizações estão vendo mais do que faltas ou atrasos, percebem que existe um motivo e proporcionam Educação Financeira para todos os funcionários. Somente no primeiro semestre desse ano eu já atendi muitas empresas, foram mais de 80 palestras e 17 cursos. O investimento na contratação de uma palestra, se comparado ao gasto com a demissão de um funcionário, é irrisório. Um pequeno investimento para defender o maior patrimônio da empresa, o trabalhador.

http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/6790/absenteismo-e-punicao.html